terça-feira, 9 de julho de 2013

Reunião de Pais do 2º bimestre

A Reunião de Pais e Mestres ocorreu hoje e contou com a presença de apenas 20 pais. Isso na minha turma. Considerando que a turma é composta por 31 alunos, percebemos que ainda temos muito o que amadurecer enquanto Comunidade Escolar. Em outras, 4 de 26 apareceram... .

A Reunião de Pais é um compromisso tão importante quanto ir ao médico e ir trabalhar. É verdade que se faltarmos ao médico podemos ficar mais doentes e se faltarmos ao trabalho, podemos até perder o emprego. Mas faltar a reunião de pais, significa faltar com o dever de cidadão e privar o filho do direito a um bom desenvolvimento acadêmico. Isso gera um impacto negativo na vida da criança. E também deve ser considerado pela família.

Por melhor que seja a proposta pedagógica de uma escola, por mais capacitados que sejam seus gestores e funcionários, não temos a condição de motivar as crianças a aprender e a valorizar seus estudos quando a família não partilha deste princípio. Pois este é um papel da família. Nós, no máximo, incentivamos a criança a se superar. Mas se esse progresso nada tiver com o consenso da família, o fracasso escolar e na vida será uma certeza.

Pode parecer pouco ir a uma reunião de pais. Pensamos que se trata de uma mera entrega de notas e trabalhos. No entanto, são nas atitudes mais básicas que demonstramos às nossas crianças o valor que elas têm para nós. Elas se dedicaram durante 50 dias de aula, se empenharam e cumprir suas tarefas, com ou sem dificuldade, compareceram às aulas e o que recebem da família são frases do tipo: "Tenho que trabalhar, não tenho tempo para falar com sua professora" ou " Meu trabalho é mais importante que suas notas, vire-se.".

Que tipo de pais e mães estamos formando nesta nova geração de crianças?
Como cobrar deles compromisso e dedicação, quando seus pais nem sequer vão à escola para saber a quantas anda seu progresso?
Sou eu que tenho que avisar à família que a criança não cumpre com suas obrigações? Como, se nem a família se ocupa das próprias?

Acontece, que não sou eu quem vai cobrar o preço pela negligência de tantas famílias. É a própria vida que elas terão juntos aos seus filhos. Que desde cedo aprendem que são dispensáveis e que seus esforços não têm importância. 
E assim cresce a lista dos beneficiados pelos programas do governo...